Na junção da Estrada do Barreiro com a de Esmoriz-Picôto, encontra-se Paramos, Freguesia do Concelho de Espinho, pertencente ao Distrito de Aveiro e à Área Metropolitana do Porto, de cuja sede dista cerca de vinte quilómetros. Tem uma área de 5 km2 e conta com 5.000 habitantes.
Paramos é povoada desde a remota antiguidade e existem referências escritas à Lagoa de Paramos desde o séc. IX (897) e X (922), mas o primeiro documento que faz referência à Vila de Paramos data de 1013, numa doação feita por Petágio Gonçalvo a sua esposa, da herdade que possuía em Esmoriz – Villa Ermorizo Et Cortalaza Subtus Castro de Obile… Quomodo Dividet, cum Villa Paramio – Vila de Esmoriz e Cortegaça, situadas abaixo do Castro de Ovil, e dele separadas pela Vila de Paramos.
Por um documento de 1128, publicado no Censual do Cabido do Porto, sabe-se que Paramos ainda era Vila em 1128, e só a partir da segunda metade do séc. XII ou início do séc. XIII, é que Paramos passaria à categoria de Freguesia, tendo sido o seu primeiro Pároco, o Padre Pedro Domingues, mencionado nas Inquirições de D. Afonso III (1251).
Hoje em dia, as principais actividades económicas praticadas na freguesia são a Indústria de Tanoaria, Tapeçarias, Cortiça, Confecção, Pesca de Arrasto, Construção Civil e Agricultura.
Dos locais com características únicas da Freguesia merecem menção: a Lagoa de Paramos (Reserva Natural), a estação arqueológica do Castro de Ovil, o Aeródromo, o Centro Hípico, o Regimento de Engenharia nº3,...
Com o objectivo de preservar, inventariar e fomentar os valores sócio-culturais e ainda, demonstrar um sadio amor por Paramos, as colectividades da Freguesia desdobram-se em múltiplas actividades: danças e cantares regionais, música, teatro, desporto e solidariedade social.
Na secção Freguesia, pode consultar os seguintes artigos:
A Origem do Nome “Paramos”
A Simbologia do Brasão da Freguesia
Uma Breve História de Paramos
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